Avançar para o conteúdo principal

Avó Arlete

Começar por dizer que o Mundo ficou mais pobre pode parecer exagero e um cliché horroroso, mas certamente as nossas Vidas ficaram mais vazias.

Deixaste-nos com 94 anos e ainda assim tão precocemente. Todos os dias davas mais um ensinamento. Tiveste uma vida sofrida, alguns desgostos, alguns desamores, mas a tua Força, Coragem e a tua Garra sobrepuseram-se a tudo. Foste uma Mãe e Avó exemplar e é isso que nos acalma a dor, saber que partiste a dormir, talvez até sem perceber, sem sofrer. Saber que partiste na tua altura favorita do Ano, entusiasmada com o Natal. Partiste tranquila e com o coração cheio de Amor e é isso que importa.

Custa aceitar e compreender isto de forma tão racional. Ainda achamos que podia ter sido mais, que ainda faltava viver muita coisa. Tento amparar todos da melhor forma que posso, seja com um abraço, um beijinho ou uma partilha da minha experiência.  

Resta-nos a todos aceitar a tua Ausência e crescermos com os teus ensinamentos.

Pessoalmente, resta-me agradecer-te o facto de me teres acolhido como sendo tua. De teres sido mais minha e de me teres dito mais vezes que me adoravas, do que a minha de sangue. Mil vezes Obrigada por cada gargalhada, por cada vez que me davas a mão mais calorosamente, por todos o "eu admiro-te muito" e "gosto muito de ti", por todas as rimas e por todas as vezes que me fizeste sorrir. Obrigada por agora eu ser, de certa forma, uma parte de Ti.
  
Até Breve, Avó Arlete.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Para o S.

E para esta aventura que nos espera.  (Que, por agora, é um bocadinho mais minha do que dele.) 25/11/2014

História de uma Gata

" Me alimentaram Me acariciaram Me aliciaram Me acostumaram O meu mundo era o apartamento Detefon, almofada e trato Todo dia filé-mignon Ou mesmo um bom filé...de gato Me diziam, todo momento Fique em casa, não tome vento Mas é duro ficar na sua Quando à luz da lua Tantos gatos pela rua Toda a noite vão cantando assim: Nós, gatos, já nascemos pobres Porém, já nascemos livres Senhor, senhora ou senhorio Felino, não reconhecerás De manhã eu voltei pra casa Fui barrada na portaria Sem filé e sem almofada Por causa da cantoria Mas agora o meu dia-a-dia É no meio da gataria Pela rua virando lata Eu sou mais eu, mais gata Numa louca serenata Que de noite sai cantando assim: Nós, gatos, já nascemos pobres Porém, já nascemos livres Senhor, senhora ou senhorio Felino, não reconhecerás " Da obra "Os Saltimbancos". É uma canção lindíssima e muito alegre, pelo menos na versão da Vanessa da Mata. Lembra-me a Sunsi e a filhota dela... :) ...

A gente vai continuar...

A Y. postou no blogue dela que sentia que havia uma nuvem pequena, daquelas dos desenhos animados, em cima da cabeça dela. Em que o mau tempo e a chuva eram só para ela, estilo Lucky Luke. Pois eu sinto que também tenho uma... Ano difícil este! Enfim, hoje venho partilhar algo diferente: uma música. Uma que está no cantinho das preferidas, que me lembra um amigo meu, que me lembra a altura em que conheci o S. e que me deixa de beicinho e olhos inundados. Esta música toca-me... é isso. Simplesmente isso. "Tira a mão do queixo não penses mais nisso O que lá vai já deu o que tinha a dar Quem ganhou ganhou e usou-se disso Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar E enquanto alguns fazem figura Outros sucumbem à batota Chega a onde tu quiseres Mas goza bem a tua rota Enquanto houver estrada pra andar A gente vai continuar Enquanto houver estrada pra andar Enquanto houver ventos e mar A gente não vai parar Enquanto houver ventos e mar Todos nós pagamos por tudo o qu...