Curta e grossa? Perdi uma amiga e não me apeteceu escrever. Ela está viva e, pelo que julgo, de boa saúde, mas já não faz parte da minha vida, da minha intimidade,do meu dia-a-dia. Nós ultimos quatro anos escolhi trazê-la para a minha vida porque era divertida, era carinhosa, era muito agradável de estar, era carente, eramos uma pela outra e tivemos empatia imediata. Hoje escolho arrancá-la da minha vida, separá-la como se tira uma maçã podre do cesto. As qualidades ainda as tem, certamente, mas agora sobrepõe-se a mentira, o ciúme, a malvadez, as tramas e a petulância. Sobrepõe-se a arrogância e a dissimulação. Essa pessoa mentiu-me, humilhou-me, difamou a minha relação, minou a minha cabeça, enganou-me e eu levei 4 anos a perceber. 4 anos inteiros e um golpe de sorte. Aliás, rectifico: ela mente e difama, o tempo do verbo estava errado. Ainda hoje, ela continua. Eu era amiga dela, mas ela não era minha amiga, claramente. Vivendo e aprendendo.