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Quando eu morrer...

Não sou uma obcecada com a Morte, não senhor, mas tendo em conta como eu sou picuinhas nas coisas em Vida, e como eu não me vou poder defender depois, cá vai:

  • Depois de muita conversa e de muitas opiniões: quero ser cremada! Eu detesto qualquer das opções, na verdade, mas entre ficar dentro de uma gaveta, debaixo da terra ou desaparecer logo e ponto-final-acabou-se, acho que prefiro a última. Assim, esteja lá onde eu estiver, não vou ficar ofendida que não me visitem no cemitério, só porque é dia tal e ninguém se lembrou! E vocês sabem que iria ficar... :)
  • Eu sei que provavelmente não vão ter cabeça nenhuma nesse dia (heheheh), mas gostava que as pessoas mais próximas da minha família - os meus pais, os meus irmãos, o S., as minhas primas mais próximas, etc - que fossem jantar e que contassem coisas engraçadas que viveram comigo. Uma coisa íntima! Que se unam e se lembrem de coisas boas, que me recordem! (eu tive uma fase em criança que falava espanhol a por i's em todas as palavras, vão ter coisas pra recordar, certamente!)
  • Eu sei que agora não se usa, que muita gente não concorda/compreende, mas eu gostava na mesma: vistam preto. Não é um luto cerrado, daqueles que só se tiram 3 meses depois, nada disso. Mas mostra respeito perante a situação e é mais elegante para o jantar! :)

Isto claro se, cruzes-cruzes-lagarto-lagarto-lagarto, acontecer alguma coisa! Se não, PORREIRO, ninguém se chateia. :)

É que, brincadeiras à parte, a pessoa nunca sabe o que pode acontecer... e tirando o meu carro e uma coisita ou outra, não tenho porque fazer um testamento, nem deixar as minhas vontades escritas e escarrapachadas!

Ora cá estão elas. Vale?

(caro leitor: se por acaso se deparou agora com este blogue, não se assuste, às vezes eu falo escrevo como se estivesse a falar escrever para alguém íntimo que está à minha frente. É que eu tenho 6 seguidores, que são todos família praticamente e um deles sou eu... :)  )

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